Hmmmm... Que delícia, e agora?


Amor não é uma vontade de não desgrudar de quem você ama o tempo todo. O nome disso é serotonina. Amor não relaxa o corpo, cria laços e deixa os apaixonados se sentindo felizes, isso chama-se ocitocina, dopamina. Paixão é um jato de hormônios e neurotransmissores disparados pelo cérebro. Quando a festa hormonal no cérebro termina, a paixão acaba.

Você entendeu que sua relação amorosa funciona desta forma. E, em relação a sua forma de consumir e com as marcas que você se relaciona, será que este fato também se repete?

A resposta é sim. Pois o cérebro que age nos dois cenários é o mesmo. E vou um pouco mais além, são poucas as ocasiões em que você tem controle sobre ele, pois 95% de todas suas decisões amorosas e de compra são feitas de forma inconsciente, sendo a emoção que você sente no momento responsável por 80% de todas suas escolhas. Os hormônios são responsáveis por muito mais do que você imagina em relação à maneira que você age.

O ato de comprar não é um processo racional, como a maioria das pessoas afirmam.

Você compra pois este é um processo biológico do seu organismo.

Por mais que existam estímulos de marketing, a decisão de compra é quase sempre irracional e esta ligada a algum desequilíbrio do seu organismo, que para equilibrar os níveis de hormônio, faz com que você compre e inunde seu cérebro de dopamina. Esta sensação de prazer faz com que você repita novamente esta atitude. A famosa sensação: hummmmmm que delícia comprar isto, tem pouca duração e os níveis de dopamina - hormônio que proporciona a sensação do bem-estar, sendo chamado por muitos cientistas de "gimme more", caem drasticamente após a compra ter sido realizada, causando, em muitas vezes, um enorme arrependimento da ação recém realizada e até mesmo despertando sentimento de mágoa em relação à marca em questão.

Sua tarefa: antes de tentar entender o comportamento do seu consumidor entenda o funcionamento do seu cérebro. Faça com que seu cliente, após fazer um negócio com você sinta: hmmmmmmm que delícia… e agora, quero ainda mais.

Dicas by P.P.: estas são voltadas para manter a festa hormonal ativa e evitar que a paixão do seu cliente pela sua marca acabe. São elas:

  • antes do cliente comprar algo com você, dê algo para ele;

  • quando ele comprar, surpreenda-o positivamente de alguma forma;

  • crie campanhas periódicas que gerem expectativas na mente do seu cliente;

  • sirva chocolate e café durante os atendimentos;

  • tenha um aroma marcante em seu estabelecimento que ative a memória;

  • mantenha uma música ambiente de acordo com o posicionamento da sua marca;

  • para você gerar algum comportamento do seu cliente, desequilibre o mesmo;

  • saiba que se sua equipe fizer o cliente pensar no momento da venda, ele tem 95% de chances de não fazer este negócio com você, pois as decisões que ele faz são quase sempre inconscientes.

  • treine muito sua equipe, pois atendimento e encanto é tudo;

Os únicos dois impulsionadores humanos são o medo ou desejo.

Nada leva você a tomar uma atitude que não tenha a presença de um destes dois sentimentos que você nem percebe pois estão enraizados no seu interior e são instintivos. Você decide de forma impulsiva e inconsciente e depois busca inúmeras razões lógicas para justificar sua decisão.

Algumas empresas começaram a observar tais comportamentos fisiológicos. Através de vínculos na neurociência com o marketing, desenvolveram um novo campo chamado neuromarketing e chegaram à conclusões importantes que estão alterando o posicionamento e a abordagem para que o varejo prospere e esteja solidificado no futuro.

Caso necessite alguma orientação, nossa empresa pode te ajudar ainda hoje. Isso para nós é simples e para você pode trazer um resultado imensurável. Temos inúmeras estratégias para te surpreender e maximizar o seu negócio.

“O equilíbrio é sua melhor estratégia”.

Excelentes negócios.

Patrick Piccoli

CRA /RS 036827

Administrador, palestrante e escritor

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